Uma celebração à leitura mundial

Fonte: Canva

O Dia Mundial do livro e dos direitos do autor é celebrado esta quinta feira, dia 23 de abril. A data busca promover “o gosto pela leitura e, simultaneamente, respeitar a obra daqueles que, pela escrita, têm contribuído para o progresso social e cultural da Humanidade” segundo a UNESCO.

A escolha do dia de celebração partiu da UNESCO e baseou-se no facto de esta data ser de elevada importância para diversos escritores de renome. A 23 de abril nasceu William Shakespeare e Vladimir Nabokov, mas também foi neste dia que faleceu Shakespeare e Miguel de Cervantes.

O Jornal em Ponto contactou três jovens de forma a perceber junto deles a importância que atribuem aos livros e reconhecer os seus hábitos de leitura.

A leitura sempre acompanhou Marta Santos, desde a sua infância. “Preferia mil vezes que me oferecessem livros do que brinquedos ou roupa”, confessou. Um livro, segundo a própria, tem o poder de “abrir horizontes, dar a conhecer ao leitor o mundo, mudar hábitos e crenças limitadoras ou apenas mergulhar num mundo totalmente fictício”. Para além disso, Marta vê a leitura como potenciadora da atenção do leitor e do seu conhecimento.

Sou da opinião que os livros nunca perderão a sua elevada importância. Por um lado, porque o ser humano não sobrevive sem contar histórias e, também, porque haverá sempre pessoas que valorizam o trabalho árduo que está por detrás da criação de tais obras grandiosas.

Marta Santos

Para Oriana Cunha, mais do que a aprendizagem, um livro serve sobretudo como companhia. “Eles fazem-nos sentir que não estamos sozinhos no mundo, e ajudam-nos a viajar por mundos distantes com amigos que basta abrirmos de novo as suas páginas para ver”, confessou.

Na perspetiva de Gabriel Silva, os livros beneficiam a partilha de informação, o desenvolvimento pessoal, social e moral humano. Para sustentar a sua afirmação, Gabriel recorre ao exemplo da “Bíblia Sagrada”. De acordo com as suas declarações, a importância da obra “não foi somente espalhar uma religião, mas, moldar uma sociedade ao fornecer uma lista de valores morais que até ao dia de hoje são ensinados”. Deste modo, a literatura “é um método de enriquecimento para a espécie Humana”, consolidou.

Quando questionada sobre o livro que mais a marcou, Marta Santos admitiu que era  “impossível escolher apenas um!”. Todavia confessou que os livros sobre a temática de desenvolvimento pessoal têm sido os que a fascinam nos últimos tempos. 

Oriana Cunha partilha da mesma dificuldade de Marta na eleição de um livro: “Foram muitos e por razões diferentes”, reconheceu. Porém, acabou por destacar “A Culpa é das estrelas” de John Green, “Harry Potter, As crônicas dos Caçadores de Sombras”,  de J. K. Rowling, e “O Conde de Monte Cristo”, de Alexandre Dumas, como alguns dos volumes mais marcantes que leu.

Gabriel Silva aponta “Os Filhos da Droga”, de Christiane F., como a obra que mais o tocou. “Não me marcou devido a ser o livro que me deu mais conhecimento ou porque me identifiquei com a história”, confessou, pelo que acrescentou que a importância que atribui à obra prende-se com o facto de ter sido o primeiro livro que leu. “Li e reli, e consigo continuar a adorar e encontrar novos pormenores marcantes a cada nova leitura”, finalizou.

O Dia Mundial do livro e dos direitos do autor foi marcado, este ano, por uma abordagem diferente por parte das editoras. Inúmeras iniciativas foram feitas via online, em resposta à pandemia do Covid-19.