“Recompose”: a alternativa sustentável após a morte

Fonte: Death Care Industry

Crescer e florir depois da morte vai passar a ser possível, a partir de 2021, graças à empresa americana “recompose”. O projeto visa contornar os tradicionais processos de cremação e enterro, na busca de uma solução mais “ecológica”.

A empresa vai tornar concretizável a transformação dos restos do corpo de uma pessoa falecida, em 1 metro cúbico de solo, passível de ser colocado em casa de familiares ou amigos. O processo é executado através da colocação do corpo numa caixa modular reutilizável. Segue-se a cobertura com lascas de madeira, alfafa e palha que, ao atuarem com o ar, ajudam na produção do solo. O processo desenlaça-se num período de 30 dias.

A “recompose” tenciona apresentar-se como uma solução mais sustentável às outras formas de tratar o corpo pós-morte, dado que possibilita, de acordo com informações do site, um enriquecimento da terra.  Com esta alternativa, as vantagens para o ambiente são muitas, visto que diminui a emissão de dióxido de carbono e partículas vindas da cremação e da produção de caixões e lápides, e a poluição e ocupação dos solos urbanos, no caso do enterro. 

Fonte: My modern met

Segundo a fundadora do projeto, Katrina Spade, este método não é novo no mundo, pelo que já acontece no mundo animal.  “É o mesmo processo que ocorre no chão da floresta, quando as folhas, os esquilos e os galhos das árvores se decompõem e se transformam em solo superficial”, contou.

O preço vai rondar os cinco mil euros e é aplicável a todos os casos, exceto pessoas que tivessem padecido de doenças com um alto grau de contágio. Conta com uma equipa formada por 15 elementos e com a ajuda de Lynne Carpenter-Boggs, uma pesquisadora.

O projeto pode agora funcionar após a entrada em vigor, na última sexta-feira, dia 1 de maio, da Lei SB 5001 “Relativa a restos humanos”, em que, de acordo com a ZAP. Aeiou, a “redução orgânica natural” passa a ser aceitável.