Presidente da República recorda “obra invulgar e memorável” de Maria Velho da Costa

Fonte: TSF

Marcelo Rebelo de Sousa lamentou hoje, dia 24 de maio, a morte da escritora Maria Velho da Costa de 81 anos, que recordou como a autora de uma “obra invulgar e memorável”. Graça Fonseca, Ministra da Cultura também recorda a escritora como “uma mulher corajosa e escritora inovadora e brilhante”.

Marcelo Rebelo de Sousa, num comunicado na página oficial da Presidência da República, homenageou a “obra invulgar e memorável” da escritora, dando as condolências à família da escritora, que morreu em Lisboa no passado sábado.

Segundo a Lusa, “Maria Velho da Costa marcou, a vários títulos, o seu tempo, o nosso tempo”, afirma o Presidente. Destacou o papel da escritora no antigo regime, uma vez que sofreu perseguição judicial e política às “Novas Cartas Portuguesas” de que foi coautora com Maria Isabel Barreno e Maria Teresa Horta. A obra era um “momento fundamental do feminismo em Portugal, considera a ministra da cultura, de acordo com a RTP Notícias.

A romancista portuguesa era uma “escritora de ideias, muito atenta à dominação das mulheres e a outros mecanismos ancestrais, escritora com grande consciência ideológica e crítica” que deu ao “romance uma densa teia de alusões, imitações, homenagens, coloquialismo e arcaísmos, ousadias textuais, bem pensadas e perfeitamente executadas, que a consagraram como uma das maiores experimentalistas da nossa língua”, complementou Marcelo Rebelo de Sousa.

Para Graça Fonseca atender à obra deixada por Maria Velho da Costa é recordar “nos seus gestos de desafio e regressar constantemente aos seus livros”, segundo a RTP Notícias.