Portugueses retidos há 75 dias em navios, ainda não conseguiram regressar ao país

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A secretária do Estado das Comunidades comunicou este sábado, 16 de maio, à Lusa que a diplomacia tem acompanhado o caso de portugueses retidos há mais de 75 dias em navios-cruzeiro. Apesar dos esforços, os Estados Unidos e o México têm impedido o seu regresso.

Com portugueses retidos há mais de 75 dias em navios-cruzeiro, no presente sábado, 16 de maio, a secretária do Estado das Comunidades, Berta Nunes, alerta para o estado da situação. “A situação das tripulações retidas em navios-cruzeiro, ao largo dos Estados Unidos e do México, está a ser acompanhada de forma muito próxima pela rede diplomática, no sentido de garantir o desembarque das tripulações”, afirmou a secretária. Contudo o desembarque encontra-se “impedido pelas normas sanitárias e de segurança em vigor naqueles países”, acrescentou.

Segundo o Notícias ao Minuto, o caso passa-se com a tripulação de vários navios da companhia Seabourn, que ficaram retidos no âmbito das medidas de segurança aplicadas para conter a pandemia da Covid-19. 

A Lusa tentou entrar em contacto com alguns dos portugueses retidos, mas ainda não conseguiram estabelecer o contacto. No entanto, um português que se encontra retido na baís de Porto Vallarta, no México, enviou um e-mail a explicar a situação.

“Não tenho a certeza de quantos portugueses temos a bordo, considerando que temos membros da tripulação de oito navios diferentes e mais de 70 nacionalidades” refere. Salienta ainda que têm cumprido a distância, o uso de máscara em todos os momentos, a higienização das mãos, a verificação da temperatura duas vezes ao dia e que os horários das refeições são de meia hora, para um número de pessoas limitado. 

Apesar de estarem há mais de 75 dias no navio, o correspondente assegura que ainda não houve nenhum caso confirmado da infeção provocada pelo novo coronavírus.