O poder da Educação para a sustentabilidade

Fonte: Instituto Camões

A educação é o maior poder que uma sociedade pode ter. É importante consciencializarmo-nos e fazer do mundo em que vivemos, um lugar melhor. Esta consciencialização tem de começar a partir de casa e ser levada para as escolas. A construção de sociedades sustentáveis depende de mudanças sensíveis e complexas em diferentes esferas, desde a pessoal até à planetária. 

Aprender não deve ser apenas um ato do momento, mas sim algo que devemos ser capazes de exercitar durante toda a nossa vida. Se considerarmos seriamente o desafio de educar os alunos para este século, devemos desenvolver as suas capacidades de pensamento com estratégias de colaboração e de ação para abordar questões que os preocupam e que preocupam as suas sociedades. Os alunos têm de pensar de forma consciente e criativa para enfrentar desafios com os quais se possam confrontar no futuro. É importante que os mais novos cultivem a curiosidade e a sensação de querer saber, mostrando resiliência face a novos desafios.

O paradigma da sustentabilidade depende, de forma cada vez mais urgente, do estabelecimento de caminhos que proporcionem a formação de indivíduos que compreendam a realidade de maneira mais integrada. É neste ponto que a sustentabilidade encontra a educação, uma vez que todos os espaços, quer sejam formais ou informais, são, de alguma forma, educadores.

Segundo o site “Autossustentável”, no que toca às universidades, “um dos caminhos possíveis para a resignificação das relações de ensino-aprendizagem no tocante à sustentabilidade está ligado à ambientalização de espaços e currículos, considerando-se que a temática socio-ambiental é inerentemente transversal e pode ser trabalhada por diferentes cursos de diferentes faculdades, ponto já tratado pelos Parâmetros Curriculares Nacionais na década de 1990 para a Educação Básica”.

Espaços democráticos multiatores, nos quais a valorização e o respeito aos diferentes tipos de conhecimento, sejam eles práticos, científicos ou tradicionais, devem se tornar cada vez mais presentes nas comunidades e instituições de ensino, a fim de compreender-se mais e melhor o seu papel real e aplicabilidade na procura pela sustentabilidade.