Mário Centeno, o “Ronaldo das finanças”

Fonte: Observador

Mário Centeno, o rosto da polémica transferência de 850 milhões de euros para o Novo Banco, é também o rosto das finanças portuguesas e do Eurogrupo. O “Ronaldo das finanças” foi considerado personalidade do ano, em 2018, com o prémio Martha de la cal pela Associação da Imprensa Estrangeira em Portugal (AIEP). 

Mário José Gomes de Freitas Centeno nasceu em Olhão, dia 9 de dezembro de 1996. É filho de José de Freitas Centeno e Rita Gomes, e tem por esposa Maria Margarida Morgado.  

Licenciou-se em Economia, em 1990 e, três anos mais tarde, torna-se mestre em Matemática Aplicada, pelo Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade Técnica de Lisboa. Mais tarde, concluiu o mestrado e doutoramento em Economia pela Harvard Business School da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. A partir de 2000, foi Economista no Banco de Portugal e, entre 2004 e 2013, membro do Comité de Política Económica da União Europeia. De 2007 a 2013 foi, também, presidente do Grupo de Trabalho para o Desenvolvimento das Estatísticas macroeconómicas, no Conselho Superior de Estatística. É ainda professor catedrático do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa, onde estudou. 

Tornou-se Ministro das Finanças a 26 de novembro de 2015 e a 4 de dezembro de 2017 foi eleito Presidente do Eurogrupo. 

O prémio que recebeu em 2018, pela Associação de Imprensa Estrangeira em Portugal, colocou Mário Centeno numa posição de destaque em muitos países Europeus. No entanto, é certo que o Ministro das Finanças português já tinha uma “forte projeção internacional, que colocou o nome de Portugal em muitas reportagens na imprensa estrangeira”, adianta Levi Fernandes, presidente da AIEP. Quando chegou à presidência do Eurogrupo, Centeno ficou conhecido na imprensa internacional como “o Ronaldo das Finanças”, proveniente de um país do Sul da Europa, um país em plena operação de resgate financeiro. 

Fonte: Eco

Alvo de duras críticas por parte dos portugueses, após autorizar uma transferência de 850 milhões de euros para o Novo Banco, Centeno vê o seu lugar como Ministro das Finanças abalado. No entanto, depois de toda a “falta de comunicação” que existiu entre António Costa e Mário Centeno, o Primeiro Ministro reafirma a sua “confiança pessoal e política” no Ministro das Finanças. O comunicado da reunião de três horas que António Costa e Mário Centeno realizaram, em São Bento, informa que, entre os assuntos tratados estava a “falha de comunicação” que ocorrera entre ambos, deixando claro que o “Ronaldo das finanças” vai continuar a ser Ministro das Finanças dos portugueses.