Insegurança mete em causa a restauração

Fonte: Getty

Na última segunda-feira, dia 18 de maio, os restaurantes de todo o país tiveram permissão para proceder à sua abertura. A ação insere-se na segunda fase do plano de confinamento anunciado pelo governo de António Costa, no dia 30 de abril.

Cinco dias após a abertura, o Jornal Em Ponto tentou descobrir junto dos seus leitores se já frequentaram estes estabelecimentos e se concordam com as medidas implementadas pelo governo.

Catarina Martins, apesar da permissão do governo para a ida a restaurantes, optou por não o fazer. De acordo com a própria, a primeira ida a um estabelecimento de restauração será adiada por algum tempo: “agora os restaurantes exigem reservas, o que indica que à partida haverá uma grande procura e, para além disso, a mim ainda me parece estranho entrar num estabelecimento com a obrigação de usar máscara, sendo que só a podemos tirar para comer e beber”, justifica. Como alternativa, Catarina opta pelo serviço Take Away.

Diana Ramos partilha a mesma opinião que Catarina, contudo justifica a sua ação pelo receio em relação à segurança dos restaurantes. “Acredito que estejam a tomar as devidas precauções e medidas de higiene, mas, para já, não me sinto confortável, nem tão pouco segura, a almoçar/jantar num espaço fechado, juntamente com outras pessoas”, anunciou.

Apesar de optarem por não frequentarem estabelecimentos de restauração, ambas concordam com a medida de abertura do governo. Catarina Martins afirma que não seria sustentável em termos financeiros “manter a paralisia economia durante muito mais tempo”.

Diana Ramos convive de perto com a realidade do trabalho em restaurantes. Deste modo, afirma que tem presente “dificuldades e desafios pelos quais este meio passou durante o período da quarentena, e que está a passar no regresso às rotinas de trabalho”. Por esse motivo, lança críticas face à falta de ajuda ao setor: “acho que o governo deveria adotar medidas de apoio mais específicas, como a facilitação de compra de material para a higienização e desinfetação dos espaços, visto que estes locais estão a trabalhar a meio gás”, concluiu.