Fuga de gás em fábrica fez 12 mortos e hospitalizou mais de mil pessoas na Índia

Reuters

Na passada quinta-feira, 7 de maio, uma fábrica de esferovite sofreu uma fuga de gás enquanto os  operários se preparavam para reiniciar a sua atividade depois do confinamento. Este acidente foi o mais mortífero do país desde o desastre de Bhopal.

Uma fábrica no sul da Índia, que esteve fechada no âmbito das medidas de contenção da propagação da pandemia de Covid-19, sofreu um vazamento químico no passado dia 7 de maio. A substância, estireno sintético, propagou-se num raio de 3 quilómetros e atingiu mais de mil pessoas, causando dificuldades respiratórios e outras reações, o que fez 12 vítimas mortais.

Segundo a TSF a fábrica estava fechada por causa da pandemia desde 24 de março e o vazamento ocorreu no dia em que se preparava para a reabertura. O ministro da Indústria, Mekapati Goutham Reddy, confessa à BBC que podem não ter sido cumpridos todos os requisitos obrigatórios para a reabertura e que isso pode ter originado a fuga de gás. O ministro acrescenta que as equipas de socorro encontraram muitas pessoas inconscientes no interior das casas que foram conduzidas para o hospital.

Na página Esquerda, o administrador da região onde ocorreu o acidente, Vinay Chand, indica que “a fuga de gás ocorreu na fábrica LG Polymers quando os trabalhadores estavam a preparar-se para reiniciar a atividade depois de terem estado confinados por causa da pandemia de Covid-19”. O comissário municipal local, Srijana Gummala, após o que aconteceu a zona está a ser pulverizada com água, de forma a reduzir o impacto do gás.

A empresa que detém a fábrica responsável, LG Chem Ltd, vão cooperar com as autoridades no auxílio aos residentes e empregados da unidade industrial e estão a investigar as causas que provocaram a fuga de gás, de acordo com o Diário de Notícias.

O Observador relembra que no dia 25 de março, a Índia impôs um bloqueio em todo o país, para controlar a disseminação do novo coronavírus. As medidas começaram a ser levantadas na segunda-feira, o que permitiu a reabertura de lojas e unidades fabris para a retoma da atividade económica.

O maior incidente deste género no país ocorreu em 1984, na região central de Bhopal, quando uma fuga de gás metano atingiu mais de 20 mil habitantes e provocando 2.850 mortes.