DGS sonda número de ventiladores disponíveis em Portugal

Na sequência do surgimento de casos mais graves de covid-19, a Direção-Geral da Saúde (DGS) está a fazer o levantamento do número de aparelhos de ventilação disponíveis em todo o país, segundo informações avançadas pelo Público. 

A diretora da DGS, Graça Freitas, declarou que foi feito o apelo aos setores social, privado e militar, para perceber a quantidade de ventiladores desimpedidos. Adiantou ainda, na conferência de sexta-feira passada, dia 13, que, se houver necessidade, “serão usados ventiladores dos blocos operatórios, caso as cirurgias não urgentes sejam adiadas”. O apelo inicial foi feito através de uma carta enviada por três médicos italianos à Sociedade Europeia de Medicina Intensiva. 

De acordo com o Público, os médicos italianos admitem a elevada percentagem de pessoas infetadas com o novo coronavírus a necessitar de ventilação e esperam que os restantes países estejam preparados. “O número de ventiladores disponíveis em Portugal ainda não é oficialmente conhecido”, comunicou o Observador

Numa entrevista à RTP, o pneumologista Filipe Froes referiu que os ventiladores ao dispor variam de 500 a 600, número inferior ao que o deputado do PSD, Pedro Rodrigues, e médico Ricardo Baptista Leite afirmam existir. O deputado aponta para os 1400 ventiladores, tendo em conta o número de camas disponíveis nos cuidados intensivos que terão, à partida, equipamentos de ventilação. Já o coordenador do grupo de ventilação não invasiva da Sociedade Respiratória, João Carlos Winch, esclareceu que “o número de ventiladores desocupados até à data não é assim tão linear”.  

João Carlos Winch avançou que os hospitais já estão a encomendar mais equipamentos mas como a lista de pedidos é grande, o processo pode prolongar-se no tempo. Acrescentou também que “comprar não basta, é necessário ter pessoal habilitado para os operar”.