Covid-19: a pandemia mundial que abafou a impureza do ar na China

Ano após lançamento de um satélite que comprova a poluição do ar no país asiático, novas imagens foram recolhidas onde mostram que essa mesma poluição diminuiu devido ao surto de coronavírus. Chefe da agência meteorológica da ONU aponta que a causa está na perda do consumo de energia registado na população.

O Governo Chinês decretou o encerramento de fábricas e a diminuição da circulação automóvel. Segundo a Sábado, estas atitudes levaram a que milhões de habitantes do país acabassem por permanecer em casa, de forma a evitar a propagação da infeção do novo Coronavírus. Devido a uma redução do trabalho e do fluxo de pessoas nas ruas, as emissões de gases poluentes para o ar também foram reduzidas o que levou a uma “limpeza” da atmosfera. Contudo, o secretário-geral da ONU, António Guterres, lembra que esta atenuação é temporária.

NASA

Este caso está também a ser divulgado pelo website meteorológico português tempo.pt. De acordo com o artigo, o satélite de observação terrestre Sentinel-5 Precursor, que tinha a bordo o instrumento de monitorização atmosférica TROPOMI (Tropospheric Monitoring Instrument), mostram concentrações baixas de Dióxido de Azoto (NO2) na atmosfera chinesa, em comparação ao ano anterior. Este gás poluente é emitido devido a um elevado trabalho industrial e ao trânsito constante.

De acordo com o Público, os cientistas da NASA informam que a redução nos níveis deste gás deve-se ao facto de os trabalhadores terem de cumprir quarentena para evitar serem contaminados pelo vírus SARS-CoV-2, ou coronavírus, que é causador da doença Covid-19. As celebrações do Ano Novo Chinês também coincidem com a altura desta mudança o que poderá indicar ser também outra das causas desta atenuação.

O novo surto de coronavírus, registado pela primeira vez a 7 de janeiro na cidade de Wuhan, na China, tem-se alastrado rapidamente pelo país e está a afetar o resto do mundo. A 11 de março de 2020, durante a conferência de imprensa, o Diretor-Geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, confirma que os números de casos confirmados supera os 126 mil e que já causaram mais de 4000 mortes. Mais de metade desses casos encontram-se na China, o que levou à quarentena de mais de vinte cidades chinesas.

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