ASAE lança fiscalização para detetar máscaras que não respeitem normas de segurança

A ASAE lançou esta quarta-feira, dia 29 de abril, uma operação de fiscalização das máscaras comunitárias com certificação falsa e sem proteção. Há empresas que vendem máscaras supostamente resistentes a 25, 50 ou mais lavagens, o que não corresponde à realidade.

Segundo a SIC notícias, há 39 brigadas da ASAE espalhadas pelo país para garantir que no mercado vendem apenas produtos certificados, produzidos por empresas devidamente autorizadas.

De acordo com o Jornal de Notícias, várias empresas que vendem máscaras reutilizáveis na Internet e em algumas lojas de retalho nunca pediram testes de produtos ao Citeve, o único centro tecnológico têxtil com protocolo com o Infarmed e DGS para certificar.

“Não há nenhuma máscara certificada que resista a 25 lavagens, muito menos a 50 e ainda menos a 90”, garante Braz Costa, diretor-geral do Citeve.

A ASAE alerta para que quem quiser vender máscaras sociais ou comunitárias deve “dar cumprimento aos normativos legais e à legislação aplicável”, sob pena “de estar a desenvolver uma atividade ilegal”.

Em conformidade com a SIC notícias, a utilização de máscaras é recomendada pelas autoridades de saúde, sobretudo, em espaços fechados e com grandes aglomerações. Contudo, é apenas um “complemento ao distanciamento social, à etiqueta respiratória e à lavagem das mãos”.