Alemanha diz “não” a Trump

Fonte: picture-alliance/dpa/K.Nietfeld

O Governo alemão anunciou esta segunda-feira, dia 16 de março, que não vai permitir que Donald Trump adquira a exclusividade da vacina produzida num laboratório alemão contra o Covid-19.

Apesar de o laboratório ter negado, num comunicado, “afirmações sobre a venda da empresa ou da sua tecnologia”, o porta voz do Governo de Ulrike Demmer deu ênfase à polémica e frisou que a vacina terá distribuição mundial, “sem exclusividades”. 

Segundo a Lusa, e de acordo com um comunicado redigido pela Agence France-Presse (AFP), o Presidente dos Estados Unidos terá orquestrado um plano, que consistia em convidar o presidente do Conselho de Administração do laboratório CureVac, para uma discussão sobre a criação de uma vacina contra o coronavírus. O presidente do Conselho de Administração acabou por sair da empresa, de acordo com o anúncio da CureVac, uma semana depois do convite.

Heiko Maas, ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, apelou a que não se permitam tentativas de exclusividade sobre o resultado das investigações. “Só conseguiremos combater estes vírus juntos, não uns contra os outros”, anunciou.

À agência AFP, um representante do Governo de Trump denunciou que o Presidente dos Estados Unidos contactou 25 outras empresas em busca da vacina.